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terça-feira, 11 de novembro de 2014

La Guardia Imperial




A torcida do clube argentino Racing, La Guardia Imperial, é numerosa, barulhenta e apaixonada. Ela é a barra brava principal do time e é a maior responsável pelas belas festas nas arquibancadas. Mas não é só na estética que ela atua.

Entre os anos de 1983 e 1985 o clube estava na segunda divisão do campeonato argentino e a torcida bateu todos os recordes de público do país. Anos depois, em 1999, o Racing estava ameaçado de falir e, mais uma vez, La Guardia Imperial estava lá. A equipe não poderia participar do torneio Clausura, mas os torcedores ignoraram a proibição, lotaram o estádio no fim de semana e salvaram o clube. 

Desde o episódio, o dia sete de março é festejado como "o dia do torcedor do Racing". O feito foi eternizado também na música mais famosa ecoada, "De pendejo te sigo", que significa "desde jovem te sigo".





As demonstrações de amor ao time não param. Em 2001, o Racing conquistou um título nacional depois de 35 anos. A torcida encheu dois estádios: o do Véllez, onde estava acontecendo a partida e o Cilindro, do Racing. Atitudes como essa são repetidas com frequência pelos hermanos que movem o clube argentino.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

The Real Football Factories International



A série britânica de documentários, The Real Football Factories International, retrata o hooliganismo ao redor do mundo. O apresentador e ator Danny Dyer começa a jornada no Reino Unido e em seguida visita nove países em dois meses. Entre eles Argentina, Rússia, Brasil e Turquia. Nos episódios ele se vê em meio a torcidas violentas e grandes confusões.

Na passagem pela Argentina, Denny vai ao clássico Independiente x Racing e mostra como o futebol é tratado religiosamente. Ele assiste ao jogo na barra brava “Los Diablos Rojos”, do Independiente, que estava vencendo a partida. Ele disse que “não tinha certeza se estava em um estádio ou em um manicômio”. Não demorou para a torcida do Racing armar uma confusão a fim de forçar o término da partida. Atitude que, segundo ele, mostra uma visão distorcida de lealdade ao time.

Logo no início do episódio em que vem ao Brasil, o britânico diz que o país é um dos mais violentos do mundo. Ele mostra também que aqui o futebol é jogado em qualquer lugar, seja no campo, na praia ou na rua. Ao conversar com integrantes de torcidas organizadas, ele vê que as brigas são levadas muito a sério e que até mesmo armas de fogo são usadas. Um integrante da Mancha Verde do Palmeiras, conta que para defender a camisa que vestem eles estão dispostos a bater, matar e morrer.

A série mostra o lado ruim das torcidas, onde o fanatismo extrapola todo e qualquer nível de bom senso. Essa visão é fundamentada com depoimentos e cenas surpreendentes. Segundo o especialista em hooliganismo que aparece no episódio da Inglaterra, Peter Marsh, o fato das torcidas se intitularem organizadas mostra como eles incorporaram um novo modelo corporativo de negócio. Mas é importante ressaltar que, ao contrário do que ocorre em diversos países, no Reino Unido foi implantada uma política de prevenção à violência nos estádios. Dessa forma, torna-se possível controlar a ações que denigrem a imagem do esporte.